RAJADA

2018

ação artística - pedras lançadas pelo público contra as janelas da Pinacoteca de Jundiaí

Em “Rajada” o público presente na abertura da exposição é convidado a reproduzir o gesto rebelde quando crianças que por impulso infantil, ou manifestantes num gesto de protesto, atiram pedras contra os vidros de uma janela. A pedra atirada contra os vidros de uma janela funciona como uma extensão física e da voz de quem a atirou, e neste sentido, a ação opera como uma linguagem universal. A partir de então, a visão da paisagem externa vista de dentro da sala expositiva é recortada pelas lâminas do vidro então quebrado. A ideia de realizar esta ação na Pinacoteca de Jundiaí foi pelo fato de esta ser uma instituição com fortes tendências conservadoras [reflexo de uma cidade formada por uma sociedade também conservadora]. A ação propõe pensar, por caminhos poéticos, este lugar feito para receber trabalhos artísticos não necessariamente como lugar de apaziguamento de forças e conformidade de ideias, mas como uma zona de conflitos, seja entre obra-público e público-obra, entre obra-expaço expositivo, arte-instituição. Toda a ação será registrada em vídeo. O vídeo será exibido em monitor lcd ao lado de prateleiras contendo os cacos dos vidros das janelas e as pedras atiradas contra elas.

 

A galeria de exposições comumente usada como lugar para equalizar e/ou apaziguar forças é tomado como zona de conflito. O público vai embora, mas as pedras e os cacos de vidros continuam presentes espalhados pelo espaço espaço expositivo. 

O "eco do som das pedras":

- presença de soldados da guarda municipal logo após a realização da ação, em resposta a uma denúncia anônima;

- A mesma secretaria que premiou o projeto por um de seus departamentos [PROAC] processou o artista através de outro departamento [CONDEPHAAT]